17 Ago 2018

Você tem medo de falar em público? Resolva isso agora.

Você tem medo de falar em público? Resolva isso agora.

 

Imagine a seguinte situação, é de noite você está em seu carro de baixo de uma árvore mexendo no celular esperando um amigo para irem a uma festa, de repente você escuta uma batida muito forte no vidro de trás, sua respiração acelera, seu coração dispara e seus músculos se contraem e se corpo é tomado de uma grande ansiedade. Em uma fração de segundos você descobre que é um ganho batendo no vidro, não é nenhum ladrão é o vento.

O que aconteceu foi que seu corpo iniciou a resposta de luta ou fuga, que é fundamental para sobrevivência de qualquer animal. É essa sensação que temos quando somos colocados em situações que não são confortáveis como ter que falar em público, se apresentar em uma situação inesperada, ter que fazer uma pergunta em uma sala lotada ou mesmo falar com alguém que desejamos muito.

Neste artigo examinaremos as propriedades físicas e psicológicas do medo e como podemos amenizar essas manifestações e manter mais controle emocional e físico.

 

O QUE É O MEDO E COMO CRIAMOS ESSE SENTIMENTO?

O medo é uma reação do cérebro a um estímulo estressante que termina por liberar substâncias químicas que causam taquicardia (coração acelera), a respiração se altera fica rápida e os músculos se contraem, entre outras manifestações físicas, isso é a resposta luta ou fuga. Podemos chamar de estímulo para essa reação a situação de falar em público, uma faca em sua garganta ou mesmo uma porta que bate de maneira inesperada.

O cérebro é um órgão complexo e possuem uma intrínseca rede de comunicação que é o ponto de partida para nossos sentidos, pensamentos e reações.

Muitas dessas reações são conscientes mais outras são respostas autônomas, o medo é praticamente uma resposta autônoma, ou seja, não disparamos conscientemente.

O medo inicia com um estímulo, que leva a reação de luta ou fuga, o cérebro aciona uma área chamada Hipotálamo que ativa dois sistemas: o sistema nervoso simpático e o sistema adrenocortical. O primeiro usa vias nervosas do corpo enquanto o outro a corrente sanguínea. São esses dois sistemas trabalham juntos e produzem a reação de luta e fuga.

O sistema nervoso simpático é responsável em prepara o corpo para ação gerando o efeito de aceleração, ficamos tensos e alertas. Ele ordena a liberação de adrenalina e noradrenalina na corrente sanguínea, causando uma grande mudança no corpo.

Ao mesmo tempo o hipotálamo ativa o sistema adrenocortical, que ativa a liberação de aproximadamente trinta hormônios diferentes para reagir a situação de estresse.

NOSSO CORPO SOFRE MUDANÇAS IMPORTANTES

 

Reações físicas ao estímulo

Resposta ao estímulo físico

Aumento da frequência cardíaca.

Sentimos o coração bater tão rápido.

Sentimos calafrios, porque as artérias da pele se contraem para enviar mais sangue aos grupos musculares maiores.

Ficar com as mãos frias, há pessoas que transpiram muito outras não percebem que tem movimentos como coçar alguma parte do corpo.

As pupilas se dilatam para receberem mais luz.

Há pessoas que quando estão diante de uma plateia não conseguem ver ninguém.

Os sistemas imunológicos e digestivos são desligados para guardar energia para a ação.

Isso explica por que tem pessoas que tem dor de barriga em situações de estresse para falar em público.

A musculatura do pulmão relaxa para que tenha mais oxigênio nos pulmões.

Podemos ter uma incoordenação respiratória que irá refletir na produção da voz. A voz pode ficar alterada como: trêmula, faltar ar no final da frase ou ruído ao produzir a voz.

Os músculos enrijecem, por conta da adrenalina e da glicose.

Isso pode gerar arrepios, a fala fica travada o que produz uma alteração na dicção, temos pigarro na voz, podemos ficar vermelhos.

Dificuldade de concentração, o cérebro tem que ficar atento a uma coisa apenas para saber de onde vem o estímulo ameaçador.

Podemos ter brancos, o pensamento fica acelerado, há uma desorganização das ideias.

 

É muito importante considerar que cada organismo é um organismo, então o que acontece com você pode não acontecer com o seu amigo. Todas essas reações têm o objetivo de ajudar na sobrevivência, mas nas situações de fala em público elas podem atrapalhar bastante.

Bom o medo é instintivo, é nosso lado animal, mas há outras coisas envolvidas no medo. Quando temos uma situação onde temos que falar com uma pessoa mais importante, que nos intimida ou que temos medo dela, podemos ter as mesmas reações se tivéssemos uma arma pontada para nós. A diferença aqui é o estímulo e também a antecipação.

A antecipação nos faz imaginar coisa terríveis sobre o que poderia acontecer, posso esquecer tudo o que tenho que falar, será que ele vai gostar do que tenho para dizer, como ele vai entender o que tenho pra falar, e assim vai nosso pensamentos, se antecipando e gerando mais e mais reações físicas, que irão desequilibrar nosso corpo e dificultar nossa habilidade comunicativa.

Esse talvez seja um dos maiores estímulo ao medo, quando pensamos em situações de comunicação. Por isso é muito importante, saber como nosso corpo reage ao medo, para assim, usar de recursos físicos que podem diminuir as reações químicas do corpo, mantendo mais equilíbrio na situação que iremos vivenciar.

 

DICAS PARA VENCER O MEDO

Cada um tem sua história e reage de maneira muito particular, então o que serve para um pode não servir para outro. Pense que você é único e deve buscar meios confortáveis para vencer esse sentimento que é de todos nós. Segue algumas dicas que podem ajudar:

Gostou do que leu? Então compartilhe esse artigo sobre como vencer o medo de falar em público com seus amigos, para espalhar conhecimento e ajuda-los a mudar a forma como nos comunicamos, e assim, fazer do mundo um ambiente mais harmonioso e saudável. Isso pode começar pela forma como você comunica e espalha informação.

 

 

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